Esse texto é conhecido... já circula, há algum tempo, na net.
Mas, depois de um ano difícil... com a perda da minha mãe e, uma sobrinha que foi acometida por uma doença rara e grave (felizmente, ela está se recuperando bem)... achei que boas lembranças, amenizariam um pouco, esses revézes.
Aliás, esse post é em homenagem à ela (minha sobrinha Meire), e a minha outra sobrinha, Sandra... que viveram comigo, tudo o que descreví no texto que segue abaixo... éramos as "três mosqueteiras".
À você Sandra e, à você Meire, (que se recupera heroicamente) um pouco da nossa inesquecível infância... nós vivemos tudo isso e, como foi bom!
Hoje, aos "40 e muitos anos", temos muita história pra contar.
Hoje, aos "40 e muitos anos", temos muita história pra contar.
E, dedico também, à todos os Vassourantes, que também viveram essa época de ouro.
Eram os anos 70...
Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag!!
Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag!!
Afinal de contas... íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra, e isso não era perigoso!
As camas não tinham grades e os brinquedos eram multicores com pecinhas que se soltavam ou no mínimo eram pintados com umas tintas “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer.
Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.
A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras.
Bebíamos água de filtro de barro, da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte, e não águas minerais em garrafas ditas ¨esterilizadas¨.
Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham economizado a sola dos sapatos, que eram usados como freios...
E estavam descalços...
Depois de alguns acidentes, todos os problemas estavam resolvidos!
Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer.
Não havia celulares, e nossos pais não sabiam onde estávamos!
Era incrível!
Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
Quando tínhamos piolho usávamos Neocid em pó.
Braços engessados, dentes partidos, joelhos ralados, cabeça lascada;
Alguém se queixava disso?
Comíamos doces à vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar.
Não se falava de obesidade, brincávamos sempre na rua e éramos super ativos.
Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ....
Nada de Playstations, Nintendo 64, X Boxes, jogos de Vídeo , Internet por satélite, DVD, Celular com câmera , Computador e Chats na Internet:
SÓ AMIGOS!
Nada de ração para os cachorros;
Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum!
Banho quente? Shampoo? Que nada!
No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa!
Algum cachorro morreu ou adoeceu por causa disso?
A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.
É verdade!
Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança!
Como era possível?
Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados ... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!
Na escola tinha bons e maus alunos.
Uns passavam e outros eram reprovados.
Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta.
Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade.
Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!
As nossas festas eram animadas por “radiolas” com agulhas de diamantes deslizando sobre os discos de vinil, luz negra e um delicioso coquetel feito de groselha e maçã em cubinhos.
Tínhamos: Liberdade, Fracassos, Sucessos e Deveres. ...e aprendíamos a lidar com cada um deles!
A única verdadeira questão é:
- Como a gente conseguiu sobreviver?
E, acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade?
Você também é dessa geração?
Éramos felizes e sabíamos, concorda?
Fale um pouco da sua infância... seu comentário é sempre bem vindo!
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| A velha infância |



















































Mais recentes
























































8 Deixe seu comentário aqui:
Sem querer ser saudosista, mas é tudo a mais pura verdade!
Não tinhamos medo de nada, nadávamos em córregos,comiamos frutas no pé (e na maioria das vezes roubada! RS...) íamos longe de bicicleta jogar bola, as amizades eram fáceis e na maioria das vezes sinceras. Talvez essa juventude não sinta falta dessas coisas, até porque cresceram distantes delas, mas é uma etapa da minha vida que vida estampada nesse post. Parabéns por retratar essa faceta da (talvez) nossa vida!
Caro Paulo (Cidadão Araçatuba)...
É com muito prazer que recebo sua visita e seu comentário.
Seja sempre bem vindo!
Sabe, eu sou uma saudosista por excelência.
Não vejo a vida pelo retrovisor, é claro.
Mas é impossível não recordar com ternura, a nossa infância, não é mesmo?
Tínhamos sonhos, outros valores, uma educação impecável por parte de pais e professores.
E, sempre dávamos um jeitinho de burlar as regras... risos.
Nossa infância não foi perdida... isso é facilmente demonstrado nas pessoas que nos tornamos.
Não éramos subornados com presentes e mesada... se o tínhamos, era por "merecimento"... pelo bom comportamento.
Hoje o que vemos, ao invés de crianças, são mini adultos com a infância roubada.... eles não tem a magia e inocência que tínhamos.
Todos são todos "antenados", com informações que me deixam de cabelo em pé... presos à uma infinidade de recursos, carentes da presença de um pulso firme.
Uma grande parte de pais permissivos, que transformam seus filhos, em seres, sem limites e intolerantes.
Por isso, meu caro amigo (posso chamá-lo assim? Já o considero como tal), que nos tornamos, por vezes saudosistas incorrigíveis.
Por saber que, existia uma felicidade, por mais humilde que fôssemos.
Muito obrigada por sua visita e, pelo carinho de suas palavras.
Já me antecipo para lhe desejar Boas Festas e um Ano Novo, cheio de sonhos e realizações.
Beijokinhas cheias de energias azuis!
Olá,
Belo site!
Gostei demais do post.
A lembrança de como ensaboar os cachorros é demais!
Ah! a nossa velha infância se escondeu no horizonte perdido?!
Valeu.
Beijão.
Oi Beth, como vai?
Bem vinda ao Vassourando!
É um prazer tê-la aqui.
De fato, linda... nossa velha infância se escondeu mesmo.
Felizmente, podemos resgatá-la na nossa lembrança, não é mesmo?
Obrigada por suas palavras tão gentís.
Boas Festas repletas de sonhos e realizações.
Beijokinhas cheias de energias azuis!
Prezados,
Como realmente é bom fazer uma volta ao passado. Aos tempos simples, sem a parafernália eletronica de hoje. Saudades da simplicidade, da imaginação, da criatividade, das boas professoras, dos verdadeiros amigos, das brincadeiras inocentes e da corrupção não aparente.
Dizem que quando sentimos falta de uma época passada, é sinal de que o presente está ruim...
Parabens pelo site!
Achei por acaso teu comentário sobre a infãncia nos anos 70 e aqui vai minha contribuição, que escrevi há algum tempo para abertura de um trabalho. Abraços e parabéns pelo site. Virei freguês! ( mauro.amorim@terra.com.br )
Vivi minha infância intensamente e nela eu fiz ou tive:
-Cachorro, gato, peixe, tartaruga e uma lagartixa.
Fiz/empinei/derrubei pipas (Pipa e Maranhão!)
-Fiz/ soltei/corri/ peguei balão
- Tive carrinho de lata de óleo, de madeira e aqueles pequeninos de plástico da feira.
- Minha rua não tinha asfalto e eu andava descalço.
- Brinquei de bola, esconde-esconde, mãe da rua, pique latinha e passa anel (esse era bom demais!)
- Dividi Tubaina com os amigos do futebol e tomei Crusch e Grappette
- Comi Pirulito Chicabom e Chocolate Kibamba. O sorvete Kibon tinha pedaços de morango!
- Joguei bola de gude (caçapa e palminho)
- Bati bafo e colecionei figurinha (copa, Cosa Nostra)
- Tinha uma Caloi 66 (freio era a havaiana)
- Tive um autorama Monza com sensacionais curvas inclinadas (Este tenho até hoje).
- Pulei Mula, tive estilingue e fiz guerras de mamona (doía pra caramba!)
- Quebrei dedo, levei ponto na cabeça, testa, mão, joelho e vivia com manchas roxas aqui e ali.
- Fui mordido por cachorro (2 vezes) e tomei injeção na barriga.
- levei picada de abelha, formiga, queimada de taturana. Peguei cupim, borboleta e vagalume.
- Estudei com a cartilha Caminho Suave
- Fiquei de castigo, levei puxão de orelha de professora, briguei na escola e não era bullyng
- Cada dia um apelido novo e também não era bullyng
- Respondi caderno de enquete, namorei e beijei no fundão da escola.
- Matei aula e fui no fliperama ou cinema
- Fiz curso de datilografia e violão (hoje digito com 4 dedos e só toco CD/DVD)
- Tive sarampo, catapora, caxumba e piolho curado com Neocid em pó (latinha).
- Li quase toda a coleção de Monteiro Lobato, alguns de Graciliano, Jorge Amado e Machado de Assis.
- Tive uma infância feliz. SEMPRE respeitando os mais velhos, pedindo por favor, falando obrigado, obedecendo pai e mãe e brigando com os primos e irmãos. Normal! E sem celular, ps3, Wii, cd, dvd, tv a cores...
Prezado Anônimo, como vai?
Melhor do que dar uma volta no passado, é receber visitas e comentários de pessoas como você.
Nós que, fizemos parte de uma infância feliz, ficamos indignados com o infância da atualidade, não é mesmo?
Brinquedos que brincam sozinhos, crianças em redomas, a falta de educação... tudo isso aliado ao que você citou.
Realmente, faz sentido o que você mencionou... o presente está muito ruim e, eu temo só de pensar, em como será o futuro.
Obrigada pela visita, por seu comentário e pelo elogio.
Seja sempre bem vindo!
Beijo grande, cheio de energias azuis!
Meu caro Mauro, como vai?
Mas que privilégio o meu, hein.
Ese Vassourando me dá muitas alegrias... a melhor delas e receber a visita, contribuição, comentário, de pessoas, cuja sensibilidade, consegue captar a essência do que eu escrevo.
Quando eu comecei esse blog, a idéia era de registrar as minhas lembranças mas, sem a menor pretenção de alcançar tantos queridos e queridas que se identificam com os meu "escritos".
Realmente, a sua infância foi intensa e inesquecível.
É impressionante (dentro de tudo que você citou), imaginar que sobrevivemos sem nenhuma tecnologia, não é mesmo?
Éramos movidos pela imaginação, com contato físico com os amiguinhos e, principalmente mantendo os bons costumes.
Fiquei emocionada em relembrar a minha infância, através da sua descrição.
Bons tempos, bons momentos!
Muito obrigada por dispensar um momento do seu tempo precioso, para compartilhar comigo e, com meus vassourantes, um pouco doque foi mágico na nossa geração.
Grata pela visita, seja sempre bem vindo!
Beijo grande, cheio de energias azuis!
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