"O passado não reconhece o seu lugar... está sempre presente."
( Mário Quintana )
Vassourando - ativo desde 17/05/2007.

Crianças e brincadeiras

By Bruxx
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Querido (a) Vassourante... esse é um tema que eu não me canso de abordar.
É sobre o resgate da infancia perdida, porque a pureza e ingenuidade vem sendo roubada pela tecnologia avançada.
Cadê as brincadeiras antigas, gente???

Me corta o coração, ver crianças em frente a tv, videogame e computador.
Cada vez mais cedo, as crianças sabem manejar equipamentos eletrônicos e falar idiomas... mas, brincar que é bom...!!??
Saudade de um tempo onde as crianças se divertiam usando a criatividade... eu fui uma delas e, boa parte dos querentões de plantão, também.

Observe que, as crianças estão ficando mais anti-sociais e rabugentas, também pelo fato de só ficarem em casa com suas maquinas sem precisar de outra criança para brincar.
Elas deixam de ser infantis muito cedo, a inocencia acaba rápido e isso está criando uma adolescência perdida.
Não acreditam mais nos contos de fadas e, nas lendas mais lindas, da infância...
Eu, particularmente, acho essencial que a criança se relacione com tudo isso para mais tarde não vir a ter problemas sociais.

Quem não se lembra de ter brincado de esconde-esconde, pega-pega, amarelinha, pipa, pião, bolinha de gude, pular corda, polícia e ladrão, entre outros?
Raramente se via uma criança obesa ou estressada.

Quando vejo crianças brincando de carrinhos e bonecas, aqui no condomínio, fico até emocionada.. acredita?
E dá pra ver de cara, a diferença de uma criança que brinca, da criança que não brinca.

Brincar é um dos quatro parâmetros usados para medir o bem-estar de uma criança – ao lado da qualidade do sono, da alimentação e da higiene.

Hoje, o que vejo, são adultos em miniaturas... e não mais crianças.
São meninos e meninas prostrados diante de um computador, fanáticos por celulares, acesso a filmes em TVs pagas, programas de tv aberta (com conteúdos cada vez mais impróprios) que emburrecem, etc.
Meninas com maquiagem, unhas pintadas e roupinhas de mini-dançarinas-de-axé.
Meninos sedentários que, não são capazes, de correr atrás de uma bola.

Sem contar que eles não sabem ouvir um "não" e,  se transformam em verdadeiros monstrinhos, quando tem um pedido negado.

Limites, minha gente.
Criança mimada, sem limite, acaba se tornado uma Suzane Von Richthofen (cara-de-anjo, mentora do assassinato dos pais).

Claro que evoluir é ótimo... eu não vejo a vida pelo retrovisor.
Mas, a realidade, tem que ser inserida aos poucos... senão, muito em breve, teremos crianças velhas.
Todas as fases são importantes... tempo de ser criança e tempo de crescer, gradativamente... cada fase, contribui para o adulto de amanhã.
Quando se queima etapas, fica uma lacuna que nunca pode ser preenchida... daí a busca pelo "não-sei-o-quê", que deixa o adulto tão frustrado... ele mesmo não se reconhece.
E, dá-lhe horas em analista... como se isso resolvesse.

Essa é minha modesta opinião... você não é obrigado(a) a concordar comigo.
Mas, se parar para pensar... faz sentido.

Felizmente, muitas educadoras vem adotando os métodos que sempre funcionaram... estão inserindo em suas grades, brincadeiras antigas.
Os jogos e divertimentos (civilizados, naturalmente) estimulam a inteligência, ensinam valores, colocam a criança em contato com suas habilidades e dificuldades, despertam a imaginação e a criatividade e aliviam tensões.
Espero que isso se expanda... vamos ter crianças muito mais felizes e adultos sem neuras.

Uma música que vem bem, de encontro à essa postagem.. a letra é linda.

Um vídeo lindo com as crianças cantando a música.

Uma excelente semana, cheia de energias azuis !!!



2 Comente aqui :

Luna vassourou...

Pra começar adorei ser uma vassourante ;)
Nossa, como eu brinquei...pulava elástico, brincava de pique esconde, pulava corda. Você tem razão, eu acho que eles não são tão felizes hoje.
Bjs

Anônimo vassourou...

Eu adorei este blog,é interessante relembrar de quando era criança,as formas como se brincava, as coisas boas e sadias, totalmente diferente de hoje,amei!

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