"O passado não reconhece o seu lugar... está sempre presente."
( Mário Quintana )
Vassourando - ativo desde 17/05/2007.

Eram duas caveiras que se amavam

By Bruxx
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Quem me conhece, ou visita esse cantinho, sabe que eu sou muito medrosa.
Tenho medinho de cada coisa... tudo bobeirinha.

E, quando criança, não era diferente... dentre os muito medos, um se destacava.
Caveiras!

Na escola, tinha um esqueleto pendurado numa sala.
Claro que o objetivo, não era assustar... e sim, auxiliar nas aulas de Ciências (atualmente, chamada de Biologia), dos alunos de séries mais avançadas.
Nós, alunos do curso primário, apenas passávamos por essa sala.
Num belo dia, perguntei para a professora, o que era aquela caveira... e ela disse.
É voce, quando morrer.
Porra Caramba... precisava falar assim, na lata?
Vai explicar isso pra uma criança?
Bastou... eu não tinha medo de morrer, tinha medo de virar caveira.

Aliado à esse fator, acima citado... os filmes de terror das décadas de 60 e 70, não tinham situações como nos filmes atuais...
Eles tinham, na sua maioria, enredos voltados, para caveiras, múmias, zumbís e demais correlatos.

Nos parques de diversões, o famoso trem-fantasma, sempre tinha como atração principal... as benditas caveiras.

Sem contar na Dona Morte, retratada como uma caveira de manto e capuz, com uma foice na mão.

E, finalmente, por ser magérrima... algumas pestes, da rua em que eu morava, me chamavam de caveira.
Sacanagem, não é não?

Observe que elas, as caveiras, sempre me perseguiram... não tinha jeito.

Ah sim... mais um detalhe, importantíssimo.
Quando criança... como toda criança, eu aprontava as minhas artes.
Então, além das chineladas de praxe... minha irmã (não falo o nome dela, nem sob tortura)... cantava uma música, pra mim.
De medo mesmo, a música nao tinha nada.
Acontece que eu já tinha pavor, horror, terror e todos os "ores" possíveis e imagináveis, relacionados à caveiras.
Pronto... era ouvir a tal música e cair no choro.

Segue a música, para quem não conhece.
E, para quem já conhece, vale a voltinha no passado.
(segue a letra da música, no fim da postagem).

Como, tudo na vida, tem seu lado bom... achei uma caveirinha muito legal.
Vale a pena ver o vídeo.


Sou uma bruxxinha moderna, é claro.
Então, trago essa gracinha de caveira (que ainda tenho medinho).
Olha que chique!
É uma caveirinha internauta... até ela, se rendeu à tal da inclusão digital.

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Romance de uma caveira
(Alvarenga, Ranchinho e Chiquinho Sales)

Eram duas caveira que se amava
E à meia-noite se encontrava
Pelo cemitério os dois passeava
E juras de amor então trocava.
Sentados os dois em riba da lousa fria
A caveira apaixonada assim dizia
Que pelo caveiro de amor morria
E ele de amores por ela vivia.

Ao longe uma coruja cantava alegre
De ver os dois caveiro assim feliz
E quando se beijavam então funébres
A coruja batendo as asas pedia bis
Mas um dia chegou de pé junto
Um cadáver novo de um defunto
E a caveira pr'ele se apaixonou
E o caveiro antigo abandonou.

O caveiro tomou uma bebedeira
E matou-se de um modo romanesco
Por causa dessa ingrata caveira
Que trocou ele por um defunto fresco.


***

Mais do mesmo:
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Traumas de infância
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O homem do saco

1 Comente aqui :

Denize vassourou...

Puxa, Bruxx.... Tu gostas das Catrinas como eu...!
Um encanto teu cantinhos!
Parabe'ns.

Denize.

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